O que é o HIV?
O HIV, sigla em inglês para vírus da imunodeficiência humana, ataca o sistema imunológico do corpo, principalmente as células CD4, um tipo de linfócito T que ajuda a combater infecções. Ao contrário de alguns outros vírus, o corpo não consegue eliminar o HIV por completo. Depois da infecção, a pessoa vive com o vírus para o resto da vida.
Sem tratamento, o HIV pode evoluir para a aids, a síndrome da imunodeficiência adquirida, que é o estágio mais avançado da infecção pelo HIV. A aids acontece quando o sistema imunológico fica muito danificado, o que deixa o corpo vulnerável a infecções oportunistas e a alguns tipos de câncer.
Mas, com um tratamento eficaz, dá para evitar que a infecção evolua para aids. Pessoas que vivem com HIV e mantêm a carga viral indetectável não transmitem o HIV para parceiros sexuais. É o chamado I=I, ou seja, indetectável é igual a intransmissível, e isso tem o apoio de muitas evidências científicas e de um consenso médico mundial.
Com o acompanhamento médico adequado, pessoas com HIV podem ter uma vida longa e saudável, se relacionar e formar uma família.
Sintomas e causas
Muitas pessoas com HIV têm sintomas parecidos com os de gripe de 2 a 4 semanas depois da infecção, na fase chamada de infecção aguda pelo HIV. Os sintomas podem incluir:
- Febre
- Calafrios
- Manchas vermelhas na pele
- Suor noturno
- Dores musculares
- Dor de garganta
- Cansaço
- Gânglios linfáticos inchados
- Feridas na boca
Muitas pessoas têm sintomas leves ou nenhum sintoma. Depois da fase aguda, o HIV entra em uma fase de latência clínica, ou infecção crônica, em que o vírus continua ativo em níveis baixos e os sintomas podem ser mínimos ou nem aparecer.
Sem tratamento, essa fase pode durar dez anos ou mais antes de, possivelmente, evoluir para aids. Com um tratamento eficaz, dá para evitar essa evolução.
Como se pega HIV?
O HIV é transmitido por alguns fluidos do corpo quando a carga viral da pessoa que vive com HIV não está suprimida. Esses fluidos incluem:
- Sangue
- Sêmen e líquido pré-ejaculatório
- Fluidos retais
- Fluidos vaginais
- Leite materno
As formas mais comuns de transmissão do HIV são:
- Contato sexual: Sexo vaginal ou anal com alguém que tem HIV e não está indetectável, sem prevenção como camisinha ou PrEP
- Compartilhamento de agulhas: Compartilhar agulhas, seringas ou outros materiais para injetar drogas com alguém que tem HIV
- Da mãe para o bebê: Transmissão durante a gravidez, o parto ou a amamentação, quando não há um tratamento eficaz em andamento
O HIV não passa pela saliva, pelo suor, pelas lágrimas, pelo contato do dia a dia, como abraço e dividir comida, nem por picada de mosquito. Pessoas que vivem com HIV e estão indetectáveis não transmitem o HIV pelo sexo.
Teste e tratamento
Teste de HIV
O teste de HIV é a única forma de saber se você tem HIV. Existem três tipos de teste:
- Testes de anticorpos: Procuram anticorpos contra o HIV no sangue ou no fluido oral. A maioria dos testes rápidos e dos autotestes são testes de anticorpos.
- Testes de antígeno e anticorpo: Procuram tanto anticorpos quanto antígenos do HIV. Eles conseguem detectar o HIV mais cedo do que os testes que só procuram anticorpos.
- Testes de ácido nucleico, ou NAT: Procuram o próprio vírus no sangue. São os mais caros, mas são os que detectam o HIV mais cedo.
O tempo entre a infecção pelo HIV e o momento em que um teste consegue detectar o vírus com precisão se chama janela imunológica. Na maioria dos testes, esse período vai de 10 dias a 3 meses.
Tratamento do HIV
Não existe cura para o HIV, mas a terapia antirretroviral, a TARV, consegue controlar o vírus e ajudar a evitar a transmissão para outras pessoas. Quem toma a medicação para HIV do jeito que foi receitada pode chegar a uma carga viral indetectável, ou seja, a quantidade de HIV no sangue fica tão baixa que um exame comum não consegue detectar.
Ter carga viral indetectável significa que você não transmite o HIV para um parceiro pelo sexo. É o chamado I=I: indetectável é igual a intransmissível.
Começar o tratamento o quanto antes depois do diagnóstico e manter o acompanhamento médico é fundamental para a saúde a longo prazo e para evitar a transmissão.
Prevenção do HIV
Estas são formas de diminuir o risco de pegar HIV:
- Tratamento como prevenção: Pessoas com HIV que tomam a terapia antirretroviral do jeito que foi receitada e mantêm a carga viral indetectável não transmitem o HIV pelo sexo. É o I=I.
- PrEP: A profilaxia pré-exposição é um remédio de uso periódico ou de ação prolongada que pessoas sem HIV tomam para evitar a infecção.
- PEP: A profilaxia pós-exposição é um remédio de emergência que precisa ser começado em até 72 horas depois de uma possível exposição.
- Camisinha: O uso correto e constante da camisinha diminui o risco de HIV, principalmente quando não há PrEP ou supressão viral.
- Não compartilhar agulhas: Nunca compartilhe agulhas, seringas ou outros materiais de injeção.
- Fazer o teste: Saber se você e seu parceiro têm HIV permite começar o tratamento a tempo.
HIV e a lei
As leis sobre contar para outras pessoas que você tem HIV variam de país para país e até de região para região. Alguns lugares têm exigências legais sobre essa revelação em situações específicas. Como as leis mudam, a melhor forma de saber o que vale onde você mora é consultar a secretaria de saúde da sua cidade ou um serviço de confiança, como um Centro de Testagem e Aconselhamento, o CTA.

Como avisar seu parceiro
Se você tem HIV, avise seus parceiros atuais e qualquer pessoa com quem você fez sexo nos últimos 6 meses. Essas pessoas podem ter HIV sem saber, então também precisam fazer o teste.
O TellYourPartner.com ajuda você a enviar uma mensagem anônima sobre HIV para avisar seus parceiros do risco, sem revelar seu nome.